sábado, 8 de agosto de 2009

.::Telescópio espacial Kepler detecta atmosfera em planeta extrasolar ::.

Lançado no dia 6 de março de 2009, o telescópio espacial Kepler tem como objetivo descobrir e estudar novos planetas extrasolares, especialmente aqueles que se encontram dentro da zona habitável de uma estrela. Agora, cientistas americanos puderam confirmar a real capacidade do telescópio e anunciaram a detecção de uma tênue atmosfera em um planeta a 1 mil anos-luz de distância.



A detecção da atmosfera no exoplaneta foi feita com apenas 10 dias de coleta de dados e animou bastante o diretor da Divisão de Astrofísica e Missões Espaciais, da Nasa, Jon Morse. "Kepler entrou com o pé direito na caçada aos exoplanetas e demonstrou a extraordinária capacidade científica do instrumento", disse Morse. A descoberta foi publicada nesta sexta-feira no periódico Science. As observações foram feitas ao examinar um planeta chamado HAT-P-7, conhecido por orbitar a estrela-mãe na constelação do Cisne a cada 2.2 dias e se localizar 26 vezes mais próxima dela do que a Terra do Sol. Sua distância, combinada com a massa ligeiramente maior que a de Júpiter classifica o objeto como um "Júpiter Quente". Sua temperatura é tão alta quanto uma grelha elétrica.


HAT-P-7
HAT-P-7 já era conhecido antes de Kepler fazer as medições, mas as recentes observações do telescópio trouxeram novas informações que revelaram até mesmo as variações de brilho causadas pelas mudanças de fases do planeta, similares às fases da nossa Lua e observadas sempre que o objeto transitava à frente da estrela.



A sensibilidade do telescópio também permitiu à equipe da missão detectar até mesmo as pequenas variações no brilho da estrela, provocadas pelas ocultações que ocorrem quando o planeta passa atrás do disco estelar. Os dados do telescópio permitiram conhecer a profundidade da ocultação e o padrão e amplitude da curva luminosa e revelaram que o planeta tem uma atmosfera que atinge 2371 graus Celsius durante o dia, mas que muito pouco desse calor é transportado para o lado frio durante a noite. Além disso, o tempo de ocultação comparado ao tempo de trânsito à frente da estrela mostrou que o planeta tem um padrão de órbita circular.


Alta precisão
Segundo Morse, a detecção da atmosfera confirma as previsões dos astrofísicos e dos modelos matemáticos, que indicavam que as emissões poderiam ser detectadas pelos instrumentos a bordo do telescópio. De acordo com o cientista, a variação de brilho é apenas 1 vez e meia àquela esperada pelo trânsito de um planeta do tamanho da Terra, mas ja é a maior precisão obtida para observações dessa estrela e será ainda maior quando os softwares de análise estiverem finalizados.

"Estes resultados mostram que a estréia de Kepler na detecção dos planetas extrasolares não podia ser melhor", disse David Kock, principal representante do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, junto à missão Kepler. "Esse é um bom sinal e nos dá ótimas perspectivas para que possamos descobrir planetas do tamanho da Terra dentro da zona habitável", declarou o pesquisador.

Fonte: Apolo11.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

.::Tenha seu próprio satélite por US$ 8.000,00::.

Quer lançar um satélite para o espaço? Agora você pode fazer isso por apenas US$ 8.000. A companhia de foguetes Interorbital Services (IOS) está oferecendo o “Kit de Satélite Pessoal TubeSat” que pode carregar 0,75 kg em órbita.

Um TubeSat.

O kit inclui um lançamento para órbita Terrestre baixa em um foguete IOS NEPTUNE 30. A altitude da órbita é de 310 km acima da superfície Terrestre. Os TubeSats são projetados para não contribuir com lixo espacial por estar em uma órbita auto-decadente. Os lançamentos estão marcados para começar no fim de 2010.

A Interorbital diz que um TubeSat é projetado para funcionar como um básico sistema ou como um simples satélite independente. Cada kit do TubeSat inclui os componentes estruturais do Satélite, hardware de segurança, painéis solares, baterias, um hardware e software gerenciador de energia, antenas, um microcomputador, um transmissor e receptor e as ferramentas de programação necessárias. Com somente esses componentes, o construtor pode montar um satélite que transmite com poder suficiente para ser detectado no solo por um simples receptor de rádio portátil. Simples aplicações incluem enviar mensagens ou programar o satélite para funcionar como uma estação de transmissões de rádio amador orbital privado. Esses são apenas dois exemplos. O TubeSat também permite o construtor a adicionar o seu próprio experimento ou função ao básico kit TubeSat.

Possíveis experimentos incluem fotografia da Terra, medir o ambiente orbital, rastrear algo como animais migratórios, testar hardware ou software no ambiente do espaço, ou realizar propaganda em órbita.

Existem duas opções diferentes de pagamento. Se você pagar o preço total na hora, você irá ser colocado imediatamente na agenda de lançamento de acordo com a ordem na qual o pagamento foi recebido. Se você pagar metade do preço, e então pagar a outra metade em uma outra data, você irá ser colocado na agenda de lançamento de acordo com o momento quando o pagamento completo foi recebido.

Veja mais na página do TubeSat da Interorbital Services.

.::LCROSS detecta vida na Terra!::.

Após completar a calibração de seus equipamentos científicos, a sonda LCROSS retornou dados que revelam a existência de vida na Terra!

spec

Você pode olhar para o gráfico e não ver nada de muito impressionante, mas há algo muito importante que revela a existência de vida na Terra.
Além de ter detectado Ozônio (O3), Água (H2O), e possívelmente Vegetação, o LCROSS também detectou Oxigênio (O2).

Por quê ter detectado Oxigênio é importante?

O2 é bem instável, se for colocado na atmosfera de algum planeta aleatório, em algumas semanas ele terá completamente desaparecido, tendo se combinado com outras moléculas ou queimado.
Nós temos bastante O2 no nosso ar porque temos plantas que produzem oxigênio na mesma velocidade que ele é consumido pelos seres vivos, mantendo sempre um equilíbrio.

Procurar por O2 na atmosfera de planetas é um dos meios que podem ser usados por astrônomos para detectar vida, embora atualmente seja muito difícil, porém possível, de usar esta técnica. Melhores tecnologias irão eventualmente facilitar o uso dessas técnicas para detectar vida extraterrestre.

O LCROSS também detectou algo que pode ser vegetação, o que já é uma prova direta de vida, mas vamos esperar para ver se realmente é vegetação ou simplesmente um alarme falso.

Resta determinar se a vida encontrada na Terra é inteligente, mas os resultados podem ser um golpe direto aos nossos egos.

domingo, 2 de agosto de 2009

.::Supernova é criada em Supercomputador::.

Uma nova visão de supernovas – as espetaculares explosões de estrelas morrendo – não veio de um telescópio, mas de uma poderosa simulação de um supercomputador.

Modelo de supernova pode ajudar cientistas a descobrir o o que acontece durante a morte de uma estrela muito massiva.

A supernova simulada, revelada em várias camadas da imagem, nasceu de um esforço para desenvolver meios mais rápidos para construir modelos de computadores de alta fidelidade de fenômenos complexos do mundo real.

Realizar uma única execução de um modelo atual de supernova em um computador doméstico seria quase impossível – demoraria mais de três anos apenas para fazer download dos dados. Então cientistas usam supercomputadores, que podem aguentar o processamento de quadrilhões de pontos de dados por vez.

“Na escala em que estamos trabalhando, criar um filme demoraria muito tempo no seu laptop – simplesmente girar a imagem em um grau poderia demorar dias,” diz Mark Hereld, que lidera os esforços de visualização e análise no Laboratório Nacional Argonne do Departamento de Defesa Norte-Americano

Os modelos que são executados nesses computadores podem gerar visualizações de tudo, de supernovas até estruturas de proteínas. Mas mesmo com a velocidade que os supercomputadores providenciam, modelos complexos estão rapidamente ganhando da atual capacidade computacional.

As novas técnicas que os pesquisadores estão desenvolvendo usam computação paralela – o processamento dados em vários núcleos de processadores (160.000 núcleos no computador do laboratório Argonne). Os dados são então enviados para processadores de gráficos (GPUs) para criar as imagens, mas já que a maioria dos GPUs são desenvolvidos para a indústria de jogos, eles nem sempre são adequados para tarefas científicas. Também leva muito poder de computação para mover todos os dados entre o processador e os GPUs.

Este novo método de visualização pode melhorar pesquisas em uma grande variedade de disciplinas, diz Hereld.

“Em astrofísica, estudar como as estrelas morrem e explodem envolve todos os tipos de física: hidrodinâmica, física gravitacional, química nuclear e transporte de energia,” diz ele. “Outros modelos estudam a migração de poluentes perigosos por estruturas complexas no solo para descobrir aonde elas provavelmente iriam.”

“Esses tipos de problemas geralmente levam à questões que são muito complicadas de serem apresentadas matematicamente,” diz Hereld. “Mas quando você pode simplesmente olhar uma estrela explodir pela visualização da simulação, você pode descobrir detalhes que não estão disponíveis de nenhuma outra forma.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

.::Pó de meteorito pode ser a chave da origem do Sistema Solar::.

De onde viemos? A resposta varia dependendo de quão longe você olha. Pesquisadores estão estudando os mais antigos grãos de meteoritos para descobrir a origem do nosso Sistema Solar. Alguns dos materiais formadores de planetas podem ter resultado de uma colisão com outra galáxia.

Uma imagem de um grão de carbonato de silício desta pesquisa. Esta imagem de cores falsas foi feita com um microscópio escaneador de elétrons.

Por volta de 4,6 bilhões de anos atrás, nossa estrela amarela e seu disco cheio de planetas saiu de uma densa nuvem molecular. A maior parte dos detalhes sobre este ambiente pré-solar foram perdidos devido ao aquecimento do gás e poeira primordiais, mas alguns grãos rochosos escaparam dessa alteração, e portanto preservam pistas sobre o passado distante do nosso Sistema Solar.

“Grãos pré-solares são os materiais mais antigos no Sistema Solar,” diz Philipp Heck da Universidade de Chicago. “A idade dos grãos claramente indicam que eles são mais antigos que o Sistema Solar.”

Mas exatamente quão antigos?

Heck e seus colegas isolaram 22 grãos do meteorito de Murchison, que é bem conhecido pelo material orgânico contido nele, e mediram o tempo que os grãos ficaram no meio interestelar antes de acabar no nosso jovem sistema solar. A idade dos grãos, relatada em um recente artigo no Jornal de Astrofísica, parece suportar uma hipótese que diz que o nosso Sistema Solar se formou após colisões entre várias galáxias menores e a Via Láctea há aproximadamente 6 bilhões de anos atrás.

Cientistas já sabem desde os anos 60 que meteoritos contém isótopos raros. Em 1987, alguns desses isótopos foram encontrados em grãos microscópicos que presumidamente se formaram fora do nosso Sistema Solar, e de alguma forma sobreviveram ao processo de formação de planetas.

Por exemplo, alguns pequenos cristais de diamante em meteoritos tem altos níveis de isótopos pesados de Xenônio que implicam que eles se originaram de uma supernova.

“Abundância de isótopos nos dizem o tipo da estrela de onde este grão pré-solar veio, ou de que planeta ou corpo celeste um meteorito veio,” diz Heck.

Heck e seus colegas analisaram em particular grãos de carboneto de silício do meteorito de Murchison. Esses grãos se destacam por ter mais isótopos pesados de silício que qualquer outra coisa no Sistema Solar. Em particular, os níveis de silício-29 e silício-30 (relativos ao silício-28, o mais comum) são até 100 vezes maiores que os encontrados em cristais de silício normais.

Por causa dessas abundâncias anormais, cientistas acreditam que grãos de carboneto de silício pré-solares se formaram nos ventos de estrelas AGB (Assimptótico das Gigantes), que são frequentemente chamadas de estrelas de “carbono” por causa dos altos níveis de carbono detectados em suas atmosferas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

.::Amadores descobrem galáxias “Ervilhas”::.

Astrônomos de quintal ajudaram a descobrir um grupo de minúsculas galáxias que podem ajudar astrônomos profissionais a entenderem como as galáxias formaram estrelas no Universo jovem.

As galáxias “Ervilhas” se destacam comparadas às galáxias mais comums, tais como a do canto inferior direito.

Chamadas de “Ervilhas,” as galáxias estão formando estrelas 10 vezes mais rápido que a Via Láctea, embora sejam 10 vezes menores e 100 vezes menos massivas. Elas estão à uma distância entre 1,5 e 5 bilhões de anos-luz.

“Essas estão entre as galáxias de maior atividade de formação de estrelas que nós já encontramos,” diz Carolin Cardamone, autora principal de um artigo sobre as descobertas, que irá ser publicado na próxima edição de “Avisos Mensais da Sociedade Astronômica Real” (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society).

As descobertas foram feitas sendo parte de um projeto chamado Galaxy Zoo, onde voluntários da internet ajudam a classificar galáxias de um banco de dados de imagens online.

Rumores de uma descoberta em potencial começaram quando um grupo de voluntários que chamavam a si mesmos de “Brigada das Ervilhas” começaram uma discussão em um fórum online sobre um grupo de estranhos objetos verdes. O tópico original no fórum se chamava “Deem uma chance ás ervilhas.”

Os voluntários – a maioria dos quais não tinha experiência em astronomia – foram solicitados à refinarem os exemplos de imagens deles e enviá-las para um laboratório para análise de cor. Logo que as descobertas foram verificadas, pesquisadores analisaram a luz emanando das galáxias para determinar o grau de formação de estrelas dentro delas.

“Nenhuma pessoa poderia ter feito isso sozinha,” diz Cardamone. “Mesmo que tivéssemos olhado para 10.000 dessas imagens, nós somente encontraríamos algumas Ervilhas, e não teríamos reconhecido elas como uma classe única de galáxias”.

De um milhão de galáxias que estão no banco de dados, os pesquisadores encontraram apenas 250 Ervilhas.

“Essas galáxias seriam normais no Universo jovem, mas nós não vemos galáxias tão ativas hoje,” diz Kevin Schawinski, co-fundador do Galaxy Zoo. “Entender as Ervilhas pode nos dizer algo sobre como as estrelas se formaram no Universo jovem e como as galáxias evoluem.”